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Química Aplicada ao Ensino Médio


O inverno inicia-se oficialmente dia 21 de junho, entretanto as características da estação que se aproxima já nos acompanham há algumas semanas. Devido à sensação de frio, passa-se a ingerir maiores quantidades de bebidas como chás, café e chimarrão.

A cafeína é uma substância que pode ser encontrada no café, na erva-mate utilizada para o preparo do chimarrão e em alguns tipos de chás.

A CAFEÍNA, fórmula C8H10N4O2 - 194.19 g.mol-1, é uma substância sólida (T.F. 236 °C) na condição ambiente.

A cafeína é a droga mais consumida no planeta e está presente em bebidas de uso comum, como refrigerantes, chás e, é claro, no café.

Na classificação dada às substâncias produzidas pelas plantas e outros organismos vivos, conhecidas como produtos naturais, a cafeína se enquadra no grupo dos alcalóides e é uma xantina. Não tem odor e é bastante amarga. Em grande quantidade, como algo acima de 10g (presente em aproximadamente 10 copos de café, ingeridos seguidamente), a cafeína é letal. Esta é rapidamente assimilada no organismo e permanece cerca de 6 h para que a metade da quantidade ingerida seja eliminada.

A cafeína é estimulante do sistema nervoso e causa a compressão dos vasos sanguíneos (efeito de constrição). Diversos medicamentos a contém por aliviar a dor. A cafeína aumenta o estado de alerta, provoca insônia e irritabilidade em doses moderadas.

Fonte: http://www.quimica2011.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=64:365-dias-todos&catid=35:365dias&Itemid=56


Escrito por Química Aplicada às 14h45
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A arte de produzir fome

Rubem Alves

Adélia Prado me ensina pedagogia. Diz ela: “Não quero faca nem queijo; quero é fome”. O comer não começa com o queijo. O comer começa na fome de comer queijo. Se não tenho fome é inútil ter queijo. Mas se tenho fome de queijo e não tenho queijo, eu dou um jeito de arranjar um queijo…

Sugeri, faz muitos anos, que, para se entrar numa escola, alunos e professores deveriam passar por uma cozinha. Os cozinheiros bem que podem dar lições aos professores. Foi na cozinha que a Babette e a Tita realizaram suas feitiçarias… Se vocês, por acaso, ainda não as conhecem, tratem de conhecê-las: a Babette, no filme “A Festa de Babette”, e a Tita, em “Como Água para Chocolate”. Babette e Tita, feiticeiras, sabiam que os banquetes não começam com a comida que se serve. Eles se iniciam com a fome. A verdadeira cozinheira é aquela que sabe a arte de produzir fome…

Quando vivi nos Estados Unidos, minha família e eu visitávamos, vez por outra, uma parenta distante, nascida na Alemanha. Seus hábitos germânicos eram rígidos e implacáveis.

Não admitia que uma criança se recusasse a comer a comida que era servida. Meus dois filhos, meninos, movidos pelo medo, comiam em silêncio. Mas eu me lembro de uma vez em que, voltando para casa, foi preciso parar o carro para que vomitassem. Sem fome, o corpo se recusa a comer. Forçado, ele vomita.

Toda experiência de aprendizagem se inicia com uma experiência afetiva. É a fome que põe em funcionamento o aparelho pensador. Fome é afeto. O pensamento nasce do afeto, nasce da fome. Não confundir afeto com beijinhos e carinhos. Afeto, do latim “affetare”, quer dizer “ir atrás”. É o movimento da alma na busca do objeto de sua fome. É o Eros platônico, a fome que faz a alma voar em busca do fruto sonhado.

Eu era menino. Ao lado da pequena casa onde morava, havia uma casa com um pomar enorme que eu devorava com os olhos, olhando sobre o muro. Pois aconteceu que uma árvore cujos galhos chegavam a dois metros do muro se cobriu de frutinhas que eu não conhecia.

Eram pequenas, redondas, vermelhas, brilhantes. A simples visão daquelas frutinhas vermelhas provocou o meu desejo. Eu queria comê-las.

E foi então que, provocada pelo meu desejo, minha máquina de pensar se pôs a funcionar. Anote isso: o pensamento é a ponte que o corpo constrói a fim de chegar ao objeto do seu desejo.

Se eu não tivesse visto e desejado as ditas frutinhas, minha máquina de pensar teria permanecido parada. Imagine se a vizinha, ao ver os meus olhos desejantes sobre o muro, com dó de mim, tivesse me dado um punhado das ditas frutinhas, as pitangas. Nesse caso, também minha máquina de pensar não teria funcionado. Meu desejo teria se realizado por meio de um atalho, sem que eu tivesse tido necessidade de pensar. Anote isso também: se o desejo for satisfeito, a máquina de pensar não pensa. Assim, realizando-se o desejo, o pensamento não acontece. A maneira mais fácil de abortar o pensamento é realizando o desejo. Esse é o pecado de muitos pais e professores que ensinam as respostas antes que tivesse havido perguntas.

Provocada pelo meu desejo, minha máquina de pensar me fez uma primeira sugestão, criminosa. “Pule o muro à noite e roube as pitangas.” Furto, fruto, tão próximos… Sim, de fato era uma solução racional. O furto me levaria ao fruto desejado. Mas havia um senão: o medo. E se eu fosse pilhado no momento do meu furto? Assim, rejeitei o pensamento criminoso, pelo seu perigo.

Mas o desejo continuou e minha máquina de pensar tratou de encontrar outra solução: “Construa uma maquineta de roubar pitangas”. McLuhan nos ensinou que todos os meios técnicos são extensões do corpo. Bicicletas são extensões das pernas, óculos são extensões dos olhos, facas são extensões das unhas.

Uma maquineta de roubar pitangas teria de ser uma extensão do braço. Um braço comprido, com cerca de dois metros. Peguei um pedaço de bambu. Mas um braço comprido de bambu, sem uma mão, seria inútil: as pitangas cairiam.

Achei uma lata de massa de tomates vazia. Amarrei-a com um arame na ponta do bambu. E lhe fiz um dente, que funcionasse como um dedo que segura a fruta. Feita a minha máquina, apanhei todas as pitangas que quis e satisfiz meu desejo. Anote isso também: conhecimentos são extensões do corpo para a realização do desejo.

Imagine agora se eu, mudando-me para um apartamento no Rio de Janeiro, tivesse a idéia de ensinar ao menino meu vizinho a arte de fabricar maquinetas de roubar pitangas. Ele me olharia com desinteresse e pensaria que eu estava louco. No prédio, não havia pitangas para serem roubadas. A cabeça não pensa aquilo que o coração não pede. E anote isso também: conhecimentos que não são nascidos do desejo são como uma maravilhosa cozinha na casa de um homem que sofre de anorexia. Homem sem fome: o fogão nunca será aceso. O banquete nunca será servido.

Dizia Miguel de Unamuno: “Saber por saber: isso é inumano…” A tarefa do professor é a mesma da cozinheira: antes de dar faca e queijo ao aluno, provocar a fome… Se ele tiver fome, mesmo que não haja queijo, ele acabará por fazer uma maquineta de roubá-los. Toda tese acadêmica deveria ser isso: uma maquineta de roubar o objeto que se deseja…

Disponível em: http://rubemalves.wordpress.com/category/a-arte-de-produzir-fome/

Acesso em: 12 mar 2011


 



Escrito por Química Aplicada às 18h15
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Notícia!

A apresentação dos trabalhos será na segunda dia 09 de maio às 14 h no Prédio do Ciência Viva (novo).

Os trabalhos devem ser apresentados e entregues na forma de relatório.



Escrito por Química Aplicada às 13h25
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Química no Cotidiano

Coleção Química no Cotidiano

O Ano Internacional da Química (AIQ-2011) tem como meta promover, no âmbito mundial, o conhecimento e a educação em Química para todos os níveis.

Devido a esta comemoração serão lançados sete e-books escritos por membros da comunidade científica brasileira sobre a Química no Cotidiano. Esta coleção trata de temas abrangentes como Energia, Saúde, Produtos Naturais, Cosméticos, Alimentos, Esportes e a Química do Amor.

Duas destas publicações já encontram-se disponíveis para download.

A primeira publicação "A Química do Amor" é encontrada em: <http://quimica2011.org.br/images/stories/AIQ2011_Amor.pdf>

O segundo e-book disponibilizado foi intitulado "Química e Energia - Transformando Moléculas em Desenvolvimento" e está disponível em: <http://quimica2011.org.br/images/stories/AIQ2011_Energia.pdf>


Fonte: <http://www.quimica2011.org.br/>


 



Escrito por Química Aplicada às 09h48
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O chocolate

O chocolate segundo um químico

Trecho do livro “O que Einstein disse a seu cozinheiro”, Ed. Zahar, de Robert L. Wolke.

Como é feito

Os grãos de cacau, na verdade sementes, são encontrados dentro de vagens com formato de melões, ligadas diretamente ao tronco ou aos galhos grossos do cacaueiro. Os grãos são primeiro separados da polpa massuda que fica dentro da vagem, depois fermentados, geralmente empilhados em montes e cobertos com folhas. Micróbios e enzimas atacam a polpa, matam os micróbios das sementes (as partes que iriam germinar e crescer), retiram um pouco do sabor amargo e escurecem a cor dos grãos de marfim para um tom marrom-claro.
Os grãos secos são então enviados para a fábrica de chocolate, para serem torrados para melhorar ainda mais o sabor e a cor, separados das cascas e moídos ou triturados. O calor da fricção da moagem derrete o conteúdo substancial dos grãos – cerca de 55% – que é gordura vegetal, eufemisticamente conhecido como manteiga de cacau. O resultado é um líquido espesso, marrom, amargo, chamado licor de chocolate: os sólidos moídos suspensos na gordura derretida. Esse é o material inicial para a fabricação de produtos de chocolate. Depois de frio, o licor de chocolate solidifica no conhecido chocolate amargo, vendido em barras para uso culinário. (Nos Estados Unidos, o órgão que regula a alimentação e os medicamentos, FDA, exige que tenha entre 50% e 58% de gordura.
A gordura e os sólidos podem, no entanto, ser separados e misturados em diversas proporções com açúcar e outros ingredientes, para fazer centenas de chocolates diferentes, numa ampla gama de sabores e propriedades.

A textura e a maciez

Antes que qualquer produto de chocolate de alta qualidade esteja pronto para ser moldado em barras ou para recobrir guloseimas diversas, ele passa por dois processos importantes: sovamento e têmpera. No primeiro processo, a mistura é sovada em tanques aquecidos a temperaturas controladas, entre 54ºC e 88ºC por até cinco dias. Esse processo aera o chocolate e retira a umidade e os ácidos voláteis, melhorando tanto o sabor quanto a maciez. Depois, ele é temperado, mantido a temperaturas cuidadosamente controladas enquanto esfria, para que a gordura adquira a forma de cristais minúsculos (com cerca de 40 milionésimos de polegada). Se os cristais fossem maiores (com até 2 milionésimos de polegada), o chocolate teria uma textura granulosa.
Hoje em dia há chocolates excelentes para a culinária. A qualidade depende de diversos fatores, inclusive a mistura de grãos usados (há cerca de 20 gradações comerciais); do tipo e grau de torrefação; do grau de sovamento, de têmperas e de outros processos; e, é claro, das quantidades de manteiga de cacau e outros ingredientes.

Por que é sólido e imediatamente derrete na boca

Uma das coisas maravilhosas a respeito do chocolate é que sua gordura derrete entre 30ºC e 36ºC, um pouco abaixo da temperatura do corpo, de modo que, à temperatura ambiente, ele é relativamente sólido e deliciosamente quebradiço, mas literalmente derrete na boca, liberando o máximo de sabor e produzindo uma sensação macia, aveludada.

Fonte: Blog Ano Internacional da Química. Disponível em: http://blog.quimica2011.org.br/



Escrito por Química Aplicada às 09h29
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A Química e o Dia Mundial da Saúde

 07 de abril - Dia Mundial da Saúde

Sem a Química e a compreensão do mecanismo molecular das doenças, a sociedade não teria as conquistas e os avanços tecnológicos possíveis hoje na medicina. O Ano Internacional da Química (AIQ) destaca o papel da Química para a saúde das pessoas celebrando o Dia Mundial da Saúde! A Química está presente nas etapas fundamentais da saúde: prevenção, diagnóstico, terapia e acompanhamento dos pacientes.

 Um bom exemplo são as doenças tropicais, cólera, diarreia e leptospirose, que podem ser evitadas com o consumo de água tratada com produtos sanitários como o cloro. Outras tantas transmitidas por insetos, como dengue e malária, são controladas com inseticidas. A Química também está aí. A prevenção de doenças sexualmente transmissíveis é feita basicamente com o uso da camisinha, produzida com látex, um produto da indústria de polímeros. Os testes para detecção do vírus HIV são químicos. Qualquer exame clínico, seja de sangue ou de urina, é possível por meio de processos químicos…

Fonte: Blog Ano Internacional da Química. Disponível em: << http://blog.quimica2011.org.br/index.php/2011/04/a-quimica-e-o-dia-mundial-da-saude/>>

 



Escrito por Química Aplicada às 12h51
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Vídeo comemorativo ao Ano Internacional de Química-2011 (AIQ 2011)



Escrito por Química Aplicada às 23h33
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Este blog disponibiliza textos sobre o Ensino de Química e trabalhos desenvolvidos na disciplina de Química Aplicada ao Ensino Médio. Esta é ofertada nos cursos de Licenciatura em Química e Pós-Graduação em Educação em Ciências da Universidade Federal de Santa Maria. 

Sejam todos bem vindos!

 



Escrito por Química Aplicada às 10h31
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